domingo, 28 de novembro de 2010

HISTÓRIA DO BORDADO

Ao contrário de outros artesanatos têxteis, o bordado teve desde suas origens uma função essencialmente estética e não utilitária, e por isso se tornou um campo muito atraente para a arte popular.
Bordado é a arte de ornamentar os tecidos com fios diferentes, formando desenhos. Esse trabalho executa-se à mão ou à máquina, com agulhas de várias grossuras e feitios, inclusive as de gancho ou crochê. Os fios empregados para bordar podem ser os mais variados: de algodão, seda, linho, ráfia, ouro e prata, e ainda de fibra sintética, náilon, acrílico e celofane. O bordado, além dos fios, complementa-se com outros elementos que vão de materiais preciosos, como ouro, prata, pérolas, pedras preciosas, lantejoulas e canutilhos, até os mais rústicos, como sementes, conchinhas, palha, contas de vidro ou de madeira etc. O bordado pode ser plano ou em relevo, que por vezes o torna semelhante a uma escultura.
Presume-se que o bordado seja uma das artes aplicadas mais antigas, que deve ter surgido logo após a descoberta da agulha. Por serem executados em material perecível, o tecido, os mais antigos bordados não se conservaram. Para estudá-los é preciso recorrer à documentação fornecida por monumentos antigos, em cujos baixos-relevos, esculturas, pinturas e gravuras são representados.
Nas civilizações antigas que se desenvolveram nas margens do Eufrates, a arte do bordado foi muito cultivada. Nos monumentos da Grécia antiga, aparecem figuras com túnicas bordadas. Os hebreus também usavam bordados, cuja invenção atribuíram a Noema. Em várias passagens da Bíblia há referência à arte de bordar. Homero fala dos bordados de Helena e Andrômaca, nos quais essas princesas documentaram episódios da guerra de Tróia. Os romanos pouco utilizaram o bordado até a formação do império, mas, a partir de então, essa arte generalizou-se.
Foi a partir do século VII, porém, que o interesse pelo bordado se tornou sistemático no Ocidente. Nos séculos seguintes, sua prática intensificou-se, a ponto de abadias e mosteiros se transformarem em verdadeiras oficinas de artesanato. As rainhas e suas damas também se dedicavam ao bordado. Em breve apareceram armas, brasões, escudos e pendões bordados a cores e em ouro e prata. No século XVI, difundiu-se o costume de bordar cenas semelhantes a pinturas, reproduzindo temas religiosos, históricos etc. Autor: (Fábio Antonucci)

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